Meu Deus eu Creio, Adoro, Espero e Amo-Vos. Peço-Vos perdão para todos aqueles que não creem, não adoram, não esperam e não Vos amam.

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Formação Católica

22 julho 2015

CRISTO PADECEU E MORREU ENQUANTO DEUS OU ENQUANTO HOMEM?



CATEQUESE

1- Jesus Cristo padeceu e morreu enquanto Deus ou enquanto homem?
R- Jesus Cristo padeceu e morreu enquanto homem, porque enquanto Deus não poderia padecer nem morrer.

2 - Depois da morte de Jesus Cristo, que fizeram de seu corpo?
R- Seu corpo foi sepultado.

LEITURA:
“Eles tomaram então o corpo de Jesus e o envolveram em panos de linho com os aromas, como os judeus costumam sepultar. Havia um jardim, no lugar onde ele fora crucificado e, no jardim, um sepulcro novo, no qual ninguém fora ainda colocado. Ali, então, por causa da Preparação dos judeus e porque o sepulcro estava perto, eles depositaram Jesus” (Jo 19, 40-42).

3 - Para onde foi a alma de Jesus Cristo, depois da morte?
R- Sua alma baixou ao limbo para visitar as almas dos Patriarcas e de outros justos que ali esperavam a sua vinda.

LEITURA:

“Ficou portanto o corpo de Jesus, do qual nunca se separou a Divindade, esperando no seio da terra o momento de sua gloriosa ressurreição. E a alma de Jesus? A alma santíssima de Cristo continuou a viver enquanto o seu corpo repousava na sepultura, tendo descido, conforme diz o Credo, “aos infernos” e lá ficado todo o tempo que seu corpo esteve sepultado. A primeira vista causa-nos estranheza o ter a alma de Cristo descido aos infernos, mas vamos explicar o sentido desta palavra “infernos” e depois mostrar a finalidade da descida de Nosso Senhor a esse lugar onde estavam as almas dos justos.

A expressão “infernos” significa de um modo geral um lugar baixo e profundo e designa os lugares escondidos em que são detidas as almas que não conseguiram a bem-aventurança do céu. Neste sentido aparece em muitos lugares da Sagrada Escritura. Assim, por exemplo, na Epístola de São Paulo aos Filipenses: “Ao nome de Jesus deve dobrar-se todo joelho, no céu, na terra e nos infernos”.
São vários os sentidos da palavra “inferno”:

O primeiro é a horrenda e tenebrosa prisão em que são atormentadas as almas dos condenados. É o inferno propriamente dito, esse lugar de desesperação e de horror, em que um fogo misterioso, que nunca se apaga, atormenta as almas condenadas, juntamente com os demônios, sem nunca os consumir. É claro que não foi a esta horrível morada que desceu a alma de Jesus Cristo depois de sua morte.

Há também um fogo de expiação no qual se purificam as almas dos justos até que lhes seja dado entrar na Pátria Celestial. É o purgatório, lugar onde devem permanecer as almas daqueles que morrem em estado de graça, mas manchados por culpas veniais e que devem ainda pagar a pena temporal devida a pecados mortais já perdoados.

É que no Céu, como nos diz o Apocalipse, nada de impuro ou manchado pode entrar. Por isso essas almas justas devem purificar-se antes de serem admitidas à visão.

Existe, finalmente, uma terceira morada onde permaneciam juntas e retidas as almas dos patriarcas, dos profetas e de muitos outros justos que haviam morrido antes da vinda de Jesus Cristo.
Este lugar chama-se vulgarmente o limbo dos patriarcas. Dá-se-lhe também o nome de paraíso, e é este lugar que falava Jesus Cristo, quando disse ao bom ladrão: “Hoje estarás comigo no paraíso”
(Lc 23,43). O limbo é chamado também o “seio de Abraão” (Lc 16,22).

O limbo é lugar diverso do purgatório. Em ambos, é verdade, não se vê a Deus, mas no purgatório as almas sofrem penas que não existem no limbo. As almas que ali estavam desfrutavam um suave remanso, sem nenhuma sensação de dor. Gozavam, pois, de certa felicidade, como se vê na parábola do rico avarento e do pobre Lázaro, em que este é consolado, porque no juízo particular haviam estas almas boas recebido a certeza de sua felicidade eterna. Não podiam, porém, entrar nas alegrias eternas do céu, porque o céu ainda não estava aberto (Hb 9,8). Por isso o limbo é também chamado de prisão, ou seja de cativeiro, porque as almas eram incapazes de sair de lá antes da morte de Cristo” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 29ª Leitura).

4 - Quantos dias Jesus esteve morto?
R- Três dias incompletos, a saber: parte da sexta-feira, todo o dia de Sábado e parte do Domingo.

LEITURA: 

“No intuito de que uma tristeza prolongada não atormentasse os ânimos dos discípulos, ele abreviou com admirável rapidez o prazo pré-estabelecido de três dias. Assim, diminuiu um tanto o espaço de tempo, sem nada faltar ao número de dias, pois juntou ao segundo dia inteiro a ultima parte do primeiro e a primeira parte do terceiro” (São Leão Magno, Primeiro Sermão sobre a Ressurreição do Senhor, 2).

5 - Que fez Jesus Cristo ao terceiro dia depois da sua morte?
R- Ressuscitou glorioso e triunfante, para nunca mais morrer.

LEITURA: 
“A Santa Igreja que, com dor e luto, comemorou a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, na sexta-feira santa, celebra a vigília da Ressurreição, aguardando, com ansiedade, a hora do triunfo de Cristo sobre a morte. Cristo não foi vencido pela morte.

Ele ressuscitou gloriosamente, conforme havia prometido. E na madrugada da Páscoa, jubilosamente, a Santa Igreja canta a Ressurreição de Jesus, demonstrando desta forma que Ele é o Senhor da vida e da morte. É por isso que a Páscoa é a maior de todas as festas cristãs. É o triunfo sobre a morte, o pecado e o demônio.

Conta-nos a Sagrada Bíblia que “passado o dia de sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para irem embalsamar o corpo de Jesus. Saíram bem cedinho. No caminho, se lembraram que o sepulcro estava fechado com uma grande pedra e diziam entre si: quem nos há de tirar a tal pedra do sepulcro? Mas, sem se importarem da dificuldade, continuaram o seu caminho. Que surpresa, quando chegaram lá, viram a pedra removida. Contentes, entraram no sepulcro e viram um jovem sentado e vestido de uma túnica branca. Elas naturalmente ficaram assustadas.

Então disse-lhes: não temais, buscais a Jesus Nazareno, que foi crucificado? Ressuscitou, não está aqui, eis o lugar, onde o depositaram…” (Mc 16,1-7)” (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 30ª Leitura).

6 - Que quer dizer: Jesus Cristo ressuscitou?
R- Quer dizer que a alma de Jesus Cristo se uniu de novo a seu corpo.

LEITURA:
“Depois que Jesus Cristo morreu na cruz, na sexta-feira santa, pelas três horas da tarde, foi sepultado na tarde do mesmo dia. Com a permissão do procurador Pôncio Pilatos, haviam descido da cruz o corpo do Senhor e depositado num sepulcro que ficava num jardim de José de Arimatéia.

No terceiro dia, depois da morte, que era um domingo, pela madrugada, sua alma se uniu novamente ao corpo. Deste modo aquele que por três dias estivera morto, havia ressuscitado vivo e glorioso de seu túmulo.

Jesus Cristo ressurgiu por seu próprio poder, enquanto que a nossa ressurreição, no fim do mundo, será por virtude divina. O modo de ressurgir de Jesus é próprio somente de Deus, como diz São Paulo: “embora fosse Crucificado por fraqueza (da carne), vive todavia pelo poder de Deus”
(2Cor 13,4) (Leituras da Doutrina Cristã, I Dogma, 30ª Leitura).

7 - Em que dia ressuscitou Jesus Cristo?

R- No dia da Páscoa, ao amanhecer.

LEITURA:
“No primeiro dia da semana, Maria Madalena vai ao sepulcro, quando ainda estava escuro, e vê que a pedra fora retirada do sepulcro” (Jo 20,1).

“Em cada semana, no dia que ela chamou Domingo, comemora a Ressurreição do Senhor, celebrando-a uma vez também, na solenidade máxima da Páscoa…”
 (Sacrosanctum Concilium, 102).

8 - Em que cidade ressuscitou Jesus Cristo?
R- Em Jerusalém.

LEITURA:

“Quando estavam para subir a Jerusalém, ele tomou os Doze a sós e lhes disse, enquanto caminhavam: ‘ Eis que estamos subindo a Jerusalém e o Filho do Homem será entregue aos chefes dos sacerdotes e escribas. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos gentios para ser escarnecido, açoitado e crucificado. Mas no terceiro dia ressuscitará” (Mt 20, 17-19).

9 - Quantos dias esteve Jesus Cristo no mundo depois de sua ressurreição?
R- Demorou-se no mundo quarenta dias, para confirmar seus discípulos na fé.

LEITURA:

“Hoje, caríssimos, completam-se os quarenta dias santificados, dispostos segundo um plano sagrado e empregados para nossa instrução, a contar da bem-aventurada e gloriosa ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo, quando o poder divino reergueu no terceiro dia o verdadeiro templo de Deus, destruído pela impiedade dos judeus”
(São Leão Magno, Primeiro Sermão na Ascensão do Senhor, 1).

10 - Depois destes quarenta dias, para onde foi Jesus Cristo?
R- Jesus Cristo subiu aos céus, onde está sentado à direita de Deus Pai todo poderoso.

LEITURA:
“A fim de sermos capazes, caríssimos, desta felicidade, Nosso Senhor Jesus Cristo, tendo consumado a pregação evangélica e os mistérios do Novo Testamento, no quadragésimo dia após a ressurreição, diante de seus discípulos, elevou-se aos céus (Lc 24,51; Mc 16,19).

Pôs termo à sua presença corporal, havendo de permanecer à direita do Pai até que decorram os tempos determinados por Deus para se propagarem os filhos da Igreja, e ele volte a fim de julgar os vivos e os mortos, no mesmo corpo com o qual subiu” (São Leão Magno, Segundo Sermão na Ascensão do Senhor, 2).

“Depois, levou-os até Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. E enquanto os abençoava, distanciou-se deles e era elevado ao céu. Eles se prostraram diante dele, e depois voltaram a Jerusalém com grande alegria, e estavam continuamente no Templo, louvando a Deus” (Lc 24, 50-52).

“Ora, o Senhor Jesus, depois de lhes ter falado, foi arrebatado ao céu e sentou-se à direita de Deus” (Mc 16,19).

“Dito isto, foi elevado à vista deles, e uma nuvem o ocultou a seus olhos” (At 1,9).

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